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Julio Cesar Borges Baiz
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sábado, 21 de julho de 2012

Entrevista: A importante interferência do RH na Administração de conflitos na empresa


Julio Cesar Borges Baiz

Atualmente, muitos são os conflitos causados entre funcionários. Algumas empresas não possuem um treinamento adequado para administrar os vários tipos de conflitos e muitas vezes acabam optando pelo desligamento do funcionário.

Baseados nesta teoria, entrevistamos a Administradora de Recursos Humanos, Lúcia Renata dos Santos, sócia-diretora da RH Networking (especializada em solucionar problemas de gestão de pessoas. Site: www.rhnetworking. com.br. E-mail: contato@rhnetwor king.com.br).

Esta entrevista tem por base encontrar os vários tipos de conflitos e criar condições de resolvê-los.

Portanto, Fala Gerente!

BST: Em sua experiência quais são os principais motivos geradores de conflitos?
Lúcia: Acredito que vários fatores podem contribuir para gerar conflitos no ambiente de trabalho.
Abaixo destaco alguns itens que julgo mais comuns:
1. Erros de comunicação;
2. Falta de ética;
3. Inveja (picuinhas e “rádio peão”);
4. Inflexibilidade do funcionário;
5. Desinteresse do funcionário;
6. Mentiras que atrapalham a equipe;
7. Atrasos na entrega de trabalhos;
8. Arrogância e ganância;
9. Superior que indica pessoas sem a qualificação para o cargo e não pensa na equipe;
10. Desmotivação de ordem individual, mas que pode contaminar a equipe;
11. Rede de intrigas (panelinhas).

BST: Pode explicar como ocorrem cada um dos conflitos?
Lúcia: 1. Erros de comunicação: “A comunicação só é eficaz quando existe Feedback, ou seja, quando existe um retorno positivo do que foi solicitado!”
Exemplo: A chefia solicita a todos que entreguem o relatório mensal por equipes. O feedback seria a obrigação de todas as equipes em entregar seus relatórios no prazo determinado.
Quando falamos em comunicar algo, existem vários fatores que viabilizam esta ação:
- Quem fala (órgão Emissor);
- Quando a mensagem não é recebida em sua totalidade (filtro);
- Quando existe algo que atrapalha a mensagem ou seu entendimento (ruído);
- A quem a mensagem se destina (Receptor).
Portanto, quando falamos em “erros de comunicação”, estamos nos referindo a não comunicação de maneira direta e objetiva, ou seja, “eu domino o que deve ser feito ou dito, porém não passo as informações de forma correta. Isto não se aplica necessariamente ao indivíduo não querer. Às vezes o mesmo não tem a didática, ou seja, não sabe expressar as suas ideias.
2. Falta de ética: Hoje em dia nos deparamos com muitas situações críticas envolvendo os relacionamentos interpessoais. A falta de ética nos profissionais é uma delas. São ausências de informação, caráter, boicote, ganância, querer chegar a um lugar procurando humilhar ou destruir a carreira de outro colega e por aí vai. Parece exagero, mas isto é muito mais comum do que se possa imaginar dentro das organizações.
3. Inveja (picuinhas e “rádio peão”): “Quem nunca sentiu que atire a primeira pedra!”. É comum o sentimento de inveja dentro das empresas. Entretanto, existe o lado positivo e o negativo, como em toda situação, ou seja, se você tem uma inveja positiva, irá querer se espelhar na pessoa em questão, tornar-se melhor, buscar seu crescimento profissional com clareza de ideais e coerência. Já o lado negativo é aquele em que o colaborador quer exterminar o seu colega de trabalho que está sendo bem requisitado, com intrigas, fofocas e sabotagens. O invejoso também pulveriza seu veneno independente de ter aptidão ou competência para exercer cargos, para ele basta espalhar coisas negativas e criar a atmosfera ruim para o ambiente de trabalho.
4. Inflexibilidade do funcionário: É aquele funcionário que em nenhum momento quer colaborar, tudo é difícil e suas atitudes bastam, não aceita sugestões da equipe, não colabora com os demais colegas e nunca está disponível. Ele vai até o local de trabalho e simplesmente executa da forma que achar melhor. Existe também o funcionário “bate cartão”, é aquele que entra na empresa apenas para receber a quantia em dinheiro no final do mês e “finge” trabalhar, desmotiva a equipe com seu “corpo mole”, acumula trabalho, prejudicando toda a equipe e quando dá o horário de encerramento do seu turno é o primeiro a sair.
5. Desinteresse do funcionário: Algumas vezes o desinteresse vem associado ao fator pessoal, mas na maioria das vezes é puramente profissional. O funcionário tem algo que o desencoraja ou o deixa perturbado no ambiente de trabalho e não consegue expor seus sentimentos com seus superiores. Desta forma, simplesmente executa de maneira “pobre” seu trabalho e aguarda o salário no fim do mês.
6. Mentiras que atrapalham a equipe: As pessoas criam situações mentirosas em prol de si mesmas, para angariar cargos ou para humilhar outros colegas de trabalho, na intenção de sentir-se superiores.
7. Atrasos na entrega de trabalho: É o famoso boicote de dados. Visa prejudicar a equipe ou a própria empresa.
8. Arrogância e ganância: É o prepotente, é aquele funcionário que se acha muito melhor que seus colegas e quer sempre mais, cargos, salários, benefícios, folgas, independente de ter ou não direito.
9. Superior que indica pessoas sem a qualificação para o cargo e não pensa na equipe: Este profissional, sem saber, às vezes “cava a própria cova”, ou seja, confunde amizade com trabalho e este alguém que o conhece, por motivos diversos, pode tirar proveito desta suposta liberdade e intimidade.
10. Desmotivação de ordem individual, mas que pode contaminar a equipe: É aquele funcionário que cria uma expectativa com relação ao seu desempenho profissional e quando isto não ocorre sente-se desmotivado. Este ambiente negativo interfere diretamente no desempenho geral da equipe.
11. Rede de intrigas (panelinhas): Antigamente, acreditávamos que as panelinhas foram feitas para o preparo de alimentos, mas ao longo dos séculos as pessoas inovaram e deram outros fins às panelinhas. Lamentavelmente, para o lado negativo. É comum esta ferramenta ser utilizada dentro das empresas pelos funcionários. Cria-se a panelinha dos bajuladores e quem fica de fora é massacrado e limitado a tudo. Existem outros tipos de panelinhas, podemos citar a dos incompetentes, que não admitem a aproximação de alguém que pense diferente deles. Humor a parte, toda situação que envolve coletividade de maneira negativa é formação de panelinha e muito ruim para a empresa.


BST: Como o RH pode solucionar esses conflitos?
Lúcia: Das seguintes formas:

Quer saber mais, acesse o BST - Boletim de Soluções Trabalhistas, em www.diariodasleis.com.br

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